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DERMATOLOGIA

Nécessaire de verão: descubra os diferenciais do protetor solar MINERALe do QUÍMICO

Nem um novo spray de praia, nem um bronzeador potente. O item indispensável no verão das mulheres antenadas no último verão europeu foi o protetor solar mineral – ou físico. A procura cresceu também no Havaí, na Califórnia, na Austrália e, principalmente, na conscientização das novas gerações sobre os machos que algumas substâncias dos filtros químicos causam nos oceanos.

Mas, para começar, qual a diferença entre o químico – e o mais comum nas farmácias – e o físico? O primeiro tem consistência mais leve e toque seco, demora meia hora para agir, absorve os raios e transforma essa energia, evita o efeito maléfico da lesão. Já os protetores físicos têm textura mais pesada que podem deixar a pele esbranquiçada, refletidos por meio de minerais, como o óxido de zinco e de ferro e o dióxido de titânio, que não usam o que penetram na pele. Mais resistentes à água e com ação imediata, são indicados para crianças, gestantes, alérgicos, pessoas com reações reativas e sensibilizadas. “É a melhor opção para quem tem pele sensível, como para portadores de problemas que pioram com exposição solar, como lúpus e melasma”, diz Kédima Nassif, dermatologista de São Paulo.

A benzofenona, um dos ativos dos filtros químicos, é o que mais interfere na questão ambiental. Pesquisas publicadas há mais de dez anos, que são tóxicas para corais e outras espécies marinhas e contribuem para o branqueamento fatal de recifes. Mesmo que ainda não haja consenso na comunidade científica, alguns conflitos estão ocorrendo – é o caso de Havaí, que proíbe, a partir de janeiro de 2021, a venda de produtos com oxibenzona e também octinoxato.

A segurança sobre como as fórmulas que colocam no nosso rosto também podem não aumentar. Existem estudos que ligaram alguns dos principais componentes químicos – um benzofenona-3 ou um octinoxato e oxibenzona entre eles – alterações hormonais. Segundo as pesquisas, essas substâncias podem funcionar como xenoestrógenos, ou seja, matéria que vem de fora, porém com ação semelhante ao estrogênio nos tecidos. “Não existem provas concretas. São necessários mais estudos para que dúvidas sejam esclarecidas ”, acredita Kédima.